Enunciado
O perfil epidemiológico e os problemas de saúde da população brasileira mudaram ao longo do
último século. Estudos longitudinais têm mostrado diminuição na mortalidade infantil, bem como
melhorias nos níveis educacionais, aumento da cobertura de saneamento básico, melhorias nas
habitações e aumento nas coberturas de vacinação. Essas mudanças contribuíram para o aumento na
expectativa de vida da população. No entanto, de forma concomitante, houve aumento do excesso de
peso corporal e da morbidade e mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis. Atualmente, no
Brasil, mais de 50% dos adultos têm excesso de peso, 14,8% são tabagistas e 79,8% não consomem
pelo menos cinco porções diárias de frutas, verduras ou legumes. As doenças cardiovasculares,
respiratórias crônicas, renais, o diabetes e os cânceres são as principais causas de morte, hoje, no
país. Além disso, inquéritos feitos em amostras de adultos das capitais brasileiras têm indicado que
60% deles não praticam nenhum tipo de atividade física no lazer e cerca de 85% das pessoas não
praticam pelo menos 150 minutos de atividade física por semana.
FLORINDO, A. A. Promoção da atividade física e da alimentação saudável e a saúde da família em municípios
com academia da saúde. Revista Brasileira Educação Física Esporte, n. 4, out-dez. 2016 (adaptado).
Os dados apresentados no texto indicam uma contradição que opõe a melhoria em indicadores
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