Enunciado
O acesso às Práticas Corporais/Atividades Físicas (PC/AF) é desigual no Brasil, à
semelhança de outros indicadores sociais e de saúde. Em geral, PC/AF prazerosas,
diversificadas, mais afeitas ao período de lazer estão concentradas nas populações
mais abastadas. As atividades físicas de deslocamento, trajetos a pé ou de bicicleta
para estudar ou trabalhar, por exemplo, são mais frequentes na classe social
menos favorecida. Aqui, há uma relação inversa e perversa entre variáveis
socioeconômicas de acesso às PC/AF. As maiores prevalências de inatividade física
foram em mulheres, pessoas com 60 anos ou mais, negros, pessoas com
autoavaliação de saúde ruim ou muito ruim, com renda familiar de até quatro
salários mínimos por pessoa, pessoas que desconhecem programas públicos de
PC/AF e residentes em áreas sem locais públicos para a prática.
O fator central que impacta a realização de práticas corporais/atividades físicas
no tempo de lazer no Brasil é a