Enunciado
“Ganhei 25 medalhas em mundiais, sete em Jogos Olímpicos, e sou uma
sobrevivente de abuso sexual.” Foi assim que Simone Biles se apresentou ao
comitê do Senado norte-americano que investiga as supostas falhas do FBI no
caso Larry Nassar. Biles e outras três atletas, vítimas dos abusos do ex-médico
da equipe de ginástica feminina dos EUA, exigiram que os agentes da
investigação sejam processados por falta de ação prévia contra Nassar, agora
preso. Biles esclareceu que culpa Larry Nassar e “todo o sistema que o permitiu e
o perpetrou”, acusando a Federação de Ginástica e o Comitê Olímpico dos
Estados Unidos de saberem “muito antes” que ela havia sofrido abusos. A melhor
ginasta do mundo é um ícone. Nos Jogos Olímpicos de Tóquio, uma lesão
psicológica a impediu de competir como previa. No entanto, ela chegou ao topo
como uma líder no trabalho de acabar com o preconceito com os problemas de
saúde mental. “Não quero que nenhum outro atleta olímpico sofra o horror que
eu e outras centenas suportamos e continuamos suportando até hoje”, afirmou.
O fato relatado na notícia chama a atenção acerca da necessidade de reflexão
sobre a relação entre o esporte e