Enunciado
O perdão não é o esquecimento. Ao contrário, ele requer a memória absolutamente viva
do que não se pode esquecer, para além de todo trabalho do luto, de reconciliação, de restauração.
Apenas se pode perdoar lembrando-se, sem atenuar, o malfeito, aquilo que se tem a perdoar.
Se apenas perdoo o que é perdoável, o pecado não mortal, não faço nada que mereça o nome
de perdão. O que é perdoável está de antemão perdoado. Daí a aporia: apenas se tem a perdoar
o imperdoável. O único perdão possível é, portanto, realmente o perdão impossível.

A)
dirigir um apelo ético também à vítima.
B)
isentar de culpabilidade moral o ofensor.
C)
reaproximar de forma imediata os envolvidos.
D)
exigir uma reparação efetiva pela dor causada.
E)
evidenciar o caráter religioso da ação de desculpar.