Enunciado
Se a interferência de contas falsas em discussões políticas nas redes sociais já
representava um perigo para os sistemas democráticos, sua sofisticação e maior
semelhança com pessoas reais têm agravado o problema pelo mundo.
O perigo cresceu porque a tecnologia e os métodos evoluíram dos robôs, os
“bots” – softwares com tarefas on-line automatizadas –, para os “ciborgues”
ou “trolls”, contas controladas diretamente por humanos com ajuda de um
pouco de automação.
Mas pesquisadores começam agora a observar outros padrões de
comportamento: quando mensagens não são programadas, sua publicação se
concentra só em horários de trabalho, já que é controlada por pessoas cuja
profissão é exatamente essa, administrar um perfil falso durante o dia.
Outra pista: a pobreza vocabular das mensagens publicadas por esses perfis.
Um funcionário de uma empresa que supostamente produzia e vendia perfis
falsos explica que às vezes “faltava criatividade” para criar mensagens
distintas controlando tantos perfis falsos ao mesmo tempo.
De acordo com o texto, a análise de características da linguagem empregada
por perfis automatizados contribui para o(a)