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Questão 33 de vestibular, ENEM 2025

Prova: ENEM 2025 - 1º Dia – Caderno 9 – Laranja (Braile e ledor) – Aplicação Regular - Leitor de tela (NVDA), 2025

Enunciado

Uruku

Urucum

Rocou

(Bixa orellana)

Moju, dono da água, não gosta do cheiro de urucum. Mani‟ojarã, dono da mandioca, e os

donos das outras plantas cultivadas também não. Eles não suportam. Por isso, os Wajãpi

se untam de urucum, deixam o rosto vermelho e se perfumam com seu aroma agradável.

Além disso, os seres agressores, os jarã (donos) e os espíritos terrestres, gostam do cheiro

dos fluidos humanos, do sangue, do suor. Então, o urucum os dissimula, protegendo as

pessoas que vão caçar, caminhar pela floresta, que estão sendo perturbadas por espíritos

em sonhos ou que estão em resguardo, como os doentes. O seu uso é tão cotidiano que os

Wajãpi o plantam na aldeia, para ter sempre pertinho. Como o urucum não tem jarã, não

tem problema nenhum em arrancar e usar para pintar.

Esse verbete contribui para a preservação do patrimônio linguístico nacional, pois

apresenta uma

A)
explicação de um rito medicinal do povo Wajãpi.
B)
definição de um termo na perspectiva ancestral indígena.
C)
relação de equivalência entre vocábulos de diferentes línguas indígenas.
D)
atualização de saberes tradicionais dos povos indígenas brasileiros.
E)
descrição das propriedades científicas de plantas silvestres.
Ver resposta correta e explicação

Alternativa correta: B

definição de um termo na perspectiva ancestral indígena.

Por quê: O texto define o significado e a utilidade do urucum a partir da visão tradicional e mítica do povo Wajãpi, associando-o aos donos da água e da mandioca e aos espíritos. Essa abordagem valoriza a perspectiva ancestral indígena sobre os elementos da natureza. Trata-se de registrar o termo e seu uso na cosmovisão própria desse grupo.

Explicação sugerida por IA; confira o gabarito oficial da prova.

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