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Questão 23 de vestibular, ENEM 2025

Prova: ENEM 2025 - 1º Dia – Caderno 9 – Laranja (Braile e ledor) – Aplicação Regular - Leitor de tela (NVDA), 2025

Enunciado

Passando por aqui para lembrar algumas palavras, frases e expressões que nos

infernizaram em 2023. Inclusive passando por aqui. Se você for proativo, vai achar que é o

novo normal. Estarão na sua zona de conforto. Mas, se for reativo como eu, vai achar que é

uma narrativa que precisa ser ressignificada.

É uma questão de empatia. É sobre entregar um discurso mais robusto e empoderado. Sei

bem que não tenho lugar de fala para harmonizar certos pontos fora da curva e que preciso

aplicar toda a minha resiliência para fazer um realinhamento. O nível de fitness está hoje

num sarrafo muito alto.

O fato é que acho cringe essas falas fora da caixinha. Aliás, falar cringe já é meio cringe.

Preciso usar a superação para me reinventar e entender que resenha não tem mais a ver

com futebol, é qualquer papo, desde que latente.

Pensando bem, não é tão difícil. Frases feitas são aquelas que entram por um ouvido e

saem pelo outro sem um estágio intermediário no cérebro. A boca fala por conta própria,

dispensando-nos de pensar. E não tem problema nisso. Ou as ditas frases se incorporam à

língua ou morrem e nascem outras. A língua é assim. Simples assim.

Nesse texto, a estratégia empregada para criticar a constante exposição a palavras, frases

e expressões automatizadas é o(a)

A)
menção feita à efemeridade de alguns usos linguísticos aleatórios.
B)
subjetividade marcada pela reflexão que se desenvolve em primeira pessoa.
C)
efeito estilístico da repetição intencional da palavra “assim” no último parágrafo.
D)
sedução sugerida pelo envolvimento direto do leitor marcado nos usos de “você” e “sua”.
E)
humor gerado pelo uso das estruturas linguísticas que são objeto da reflexão desenvolvida.
Ver resposta correta e explicação

Alternativa correta: E

humor gerado pelo uso das estruturas linguísticas que são objeto da reflexão desenvolvida.

Por quê: O texto ironiza o uso excessivo de clichês corporativos e modismos linguísticos ao empregar exatamente esses termos de forma exagerada ao longo da crônica. Esse recurso cômico evidencia o esvaziamento de sentido dessas expressões na comunicação contemporânea. A estratégia central da crítica baseia-se justamente nesse humor gerado pela repetição satírica do vocabulário criticado.

Explicação sugerida por IA; confira o gabarito oficial da prova.

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