Enunciado
Morte e vida Severina
Somos muitos Severinos iguais em tudo na vida: na mesma cabeça grande que a custo é que se equilibra, no mesmo ventre crescido sobre as mesmas pernas finas, e iguais também porque o sangue que usamos tem pouca tinta. E se somos Severinos iguais em tudo na vida, morremos de morte igual, mesma morte Severina: que é a morte de que se morre de velhice antes dos trinta de emboscada antes dos vinte, de fome um pouco por dia.

Nesse fragmento, parte de um auto de Natal, o poeta retrata uma situação marcada pela
A)
presença da morte, que universaliza os sofrimentos
dos nordestinos.
B)
figura do homem agreste, que encara ternamente
sua condição de pobreza.
C)
descrição sentimentalista de Severino, que divaga
sobre questões existenciais.
D)
miséria, à qual muitos nordestinos estão expostos,
simbolizada na figura de Severino.
E)
opressão socioeconômica a que todo ser humano se
encontra submetido.