Introdução ao tema
A questão 6 do ENEM 2025 é a primeira de um conjunto de cinco perguntas sobre a crônica "De próprio punho", publicada em 2024 em um site de literatura. O texto parte de uma experiência simples, o estranhamento diante da expressão "de próprio punho", e chega à relação entre a escrita à mão e as tecnologias digitais.
Ao perguntar sobre o gênero bilhete, a questão testa se o candidato reconhece como a autora usa exemplos cotidianos para discutir um tema mais amplo. Crônicas costumam fazer exatamente isso: partem do miúdo para refletir sobre a vida.
Conceitos fundamentais
Gênero bilhete
O bilhete é um texto curto, escrito para comunicar uma informação ou um lembrete a alguém próximo. Ele dispensa formalidade e costuma circular em espaços comuns, como cozinhas, escritórios e portas de geladeira. No texto, a autora mostra esse gênero em funções variadas.
Crônica e reflexão sobre o cotidiano
A crônica é um gênero híbrido, situado entre o jornalismo e a literatura. Ela narra fatos corriqueiros e os comenta com um tom pessoal. Por isso, os bilhetes não são o assunto em si, mas o ponto de partida para pensar a escrita manual.
Resolução passo a passo desta questão
- Passo 1: identificar o que a pergunta cobra. Ela quer uma característica do uso do gênero bilhete no texto.
- Passo 2: localizar os exemplos. A autora menciona bilhetes para os colegas de casa, lembretes em post-its na mesa de trabalho e anotações rápidas.
- Passo 3: comparar com as alternativas. A alternativa E, que fala na diversidade de usos no cotidiano, resume esses exemplos.
O gabarito oficial é a letra E. A alternativa A fala em formalidade com pessoas da convivência, mas os bilhetes descritos são informais. A alternativa B aponta crítica à ansiedade causada pela velocidade da comunicação, tema que não é o foco do trecho sobre bilhetes. A alternativa C diz que as anotações devem ser concisas por obrigação, uma regra que o texto não impõe. A alternativa D afirma que a autora questiona a escrita manual, enquanto ela defende a coexistência entre a escrita à mão e a digital.
Erros comuns dos vestibulandos
- Confundir o tema da crônica, que é a escrita, com a função do gênero bilhete.
- Escolher a alternativa que fala em questionar a escrita manual, quando o texto defende a convivência das formas.
- Procurar obrigatoriedade onde o texto apenas descreve práticas do cotidiano.
Aplicações do conceito
Um bilhete deixado na geladeira de uma casa compartilhada é um exemplo de uso cotidiano do gênero. A mesma lógica se aplica a um recado escrito em um quadro de avisos ou a uma nota adesiva no computador. Saber reconhecer essas funções ajuda a identificar gêneros em qualquer texto.
Dicas estratégicas para o vestibular ENEM
- Antes de responder, pergunte qual é a finalidade do texto que a pergunta descreve.
- Em crônicas, separe os exemplos concretos da reflexão que eles sustentam.
- Desconfie de alternativas que trazem regras ou obrigações não mencionadas no texto.
Perguntas frequentes
Qual é o gabarito da questão 6 do ENEM 2025?
O gabarito oficial é a letra E, que aponta a diversidade de usos do bilhete no cotidiano.
O que é o gênero bilhete?
É um texto breve e informal, usado para comunicar algo a alguém próximo. A crônica mostra esse gênero em situações domésticas e de trabalho.
Por que a autora fala de bilhetes em uma crônica?
Porque parte de situações concretas para refletir sobre a escrita manual frente às tecnologias. Os bilhetes funcionam como exemplos dessa reflexão.
Como responder a questões sobre o gênero de um texto?
Observe a finalidade, o tamanho e o contexto de circulação. Depois, compare essas características com as alternativas.
Conclusão
A questão 6 trata de um gênero simples, mas exige atenção ao modo como a crônica o utiliza. O gabarito é a letra E, porque a autora mostra diferentes funções do bilhete no dia a dia. Em textos reflexivos, os exemplos cotidianos costumam ser a porta de entrada para a tese.
