Enunciado
O masseiro, a mulher, e quatro filhos, dormindo numa tapera de
quatro paredes de caixão, coberta de zinco. A água do mangue, na maré
cheia, ia dentro de casa. Os maruins de noite encalombavam o corpo
dos meninos. O mangue tinha ocasião que fedia, e os urubus faziam
ponto por ali atrás dos petiscos. Perto da rua lavavam couro de boi, pele
de bode para o curtume de um espanhol. Morria peixe envenenado, e
quando a maré secava, os urubus enchiam o papo, ciscavam a lama,
passeando banzeiros pelas biqueiras dos mocambos no Recife.
