Introdução ao tema
A questão 41 do ENEM 2025 reúne dois textos sobre bancos indígenas. O Texto I explica que, no mito do povo Tukano, a avó do universo criou a humanidade sentada em um banco de quartzo, que depois passou a ser reproduzido em madeira. O Texto II apresenta um banco entalhado na forma de um tatu, com grafismos geométricos. A pergunta pede o recurso que revela a relação de sacralidade entre o ser humano e a natureza na confecção dos bancos.
O tema une arte indígena, mitologia e relação com a natureza. O exame costuma cobrar a leitura conjunta de textos e imagens, para identificar a ideia comum que os une.
Conceitos fundamentais
Sacralidade e objetos rituais
Para muitos povos indígenas, certos objetos têm valor sagrado porque se ligam à origem do mundo e aos ancestrais. O banco, no mito Tukano, é um desses objetos. Ele é ao mesmo tempo parte do universo primitivo e fonte do poder de criação.
Herança cultural e nova função
A herança cultural é o conjunto de saberes transmitidos entre gerações. Ao manter a tradição de talhar bancos, os povos preservam essa herança. Quando a forma de um animal passa a servir de assento, o elemento da fauna ganha uma função utilitária sem perder seu valor simbólico.
Resolução passo a passo desta questão
- Passo 1: identificar a relação com o sagrado. O mito mostra o banco como objeto ligado à origem da humanidade.
- Passo 2: observar a forma do objeto. O Texto II apresenta um banco em forma de tatu, usado como assento.
- Passo 3: comparar com as alternativas. A alternativa B, que fala em manutenção da herança cultural e nova função para elementos da fauna, reúne as duas ideias.
O gabarito oficial é a letra B. A alternativa A fala em representação realista de animais, mostrando domínio do homem sobre a natureza, uma leitura contrária à relação de respeito e sacralidade. A alternativa C propõe a anulação dos traços que permitem reconhecer o animal, mas o tatu continua reconhecível. A alternativa D menciona grafismos na forma animal, que existem, mas não expressam a relação de sacralidade pedida. A alternativa E fala em figuras fantásticas, enquanto o banco representa um animal real.
Erros comuns dos vestibulandos
- Escolher a alternativa sobre grafismos porque ela descreve um detalhe visível do banco.
- Ler o banco como representação realista de domínio sobre a natureza.
- Não relacionar o mito do Texto I à forma do objeto no Texto II.
Aplicações do conceito
Objetos de uso cotidiano com valor simbólico aparecem em muitas culturas, como utensílios rituais e peças de cerâmica. Reconhecer essa dupla função ajuda a entender a arte como parte da vida social e espiritual.
Dicas estratégicas para o vestibular ENEM
- Em questões com dois textos e imagem, procure a ideia que aparece nos dois.
- Relacione o mito à forma concreta do objeto apresentado.
- Verifique se a alternativa correta explica a relação, e não apenas descreve um detalhe.
Perguntas frequentes
Qual é o gabarito da questão 41 do ENEM 2025?
O gabarito oficial é a letra B, que indica a manutenção da herança cultural com nova função para elementos da fauna.
Por que os bancos têm relação com o sagrado?
No mito Tukano, o banco foi entregue aos ancestrais e está ligado à origem do mundo.
O banco em forma de animal é apenas uma imitação realista?
Não. A forma do animal serve de assento, o que dá uma função utilitária sem abandonar a tradição.
Por que a alternativa D não é a melhor?
Porque os grafismos existem, mas a questão pede a relação de sacralidade expressa pela herança e pela nova função.
Conclusão
A questão 41 mostra como a arte indígena une a tradição sagrada à utilidade do cotidiano. O gabarito é a letra B, porque o banco mantém a herança cultural e atribui nova função a um elemento da fauna. Ao ler textos e imagens em conjunto, procure a ideia comum que os conecta.
