Enunciado

Diante do pouco dinheiro para produtos básicos de sobrevivência, são as adolescentes o
alvo mais vulnerável à precariedade menstrual. Sofrem com dois fatores: o
desconhecimento da importância da higiene menstrual para sua saúde e a dependência dos
pais ou familiares para a compra do absorvente, que acaba entrando na lista de artigos
supérfluos da casa.
A falta do absorvente afeta diretamente o desempenho escolar dessas estudantes e, como
consequência, restringe o desenvolvimento de seu potencial na vida adulta. Dados da
Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), do IBGE, revelaram que, das meninas entre 10 e 19
anos que deixaram de fazer alguma atividade (estudar, realizar afazeres domésticos,
trabalhar ou, até mesmo, brincar) por problemas de saúde nos 14 dias anteriores à data da

comparação, o índice de meninas que relataram não ter conseguido realizar alguma de suas

Dados da ONU apontam que, no mundo, uma em cada dez meninas falta às aulas durante o
período menstrual. No Brasil, esse número é ainda maior: uma entre quatro estudantes já
deixou de ir à escola por não ter absorventes. Com isso, perdem, em média, até 45 dias de
aula, por ano letivo, como revela o levantamento Impacto da Pobreza Menstrual no Brasil. O
ato biológico de menstruar acaba por virar mais um fator de desigualdade de oportunidades
entre os gêneros.
Esse texto é marcado pela função referencial da linguagem, uma vez que cumpre o
propósito de