Enunciado
Telemedicina é para todos, mas nem todos estão preparados
A telemedicina, nos últimos anos, tem se destacado como uma ferramenta valiosa,
proporcionando uma gama de benefícios que vão desde a ampliação do acesso à
assistência médica até a otimização dos recursos de todo o ecossistema de saúde.
O governo federal propõe a Estratégia de Saúde Digital, um programa destinado
à transformação digital da saúde no Brasil. Seu principal objetivo é facilitar a troca
de informações entre os diversos pontos da Rede de Atenção à Saúde, promovendo
a interoperabilidade e, assim, possibilitando a transição e a continuidade do cuidado
nos setores público e privado. Também está em discussão um projeto de lei que dispõe
sobre o prontuário eletrônico unificado do cidadão, o que indica o quanto o tema está
em evidência tanto para os gestores públicos quanto para os privados.
Contudo, é importante reconhecer que nem todas as pessoas estão igualmente
preparadas para aproveitar plenamente os cuidados ofertados pela telemedicina. Um
dos principais benefícios do atendimento de saúde a distância é a capacidade de superar
barreiras geográficas, proporcionando acesso a serviços médicos, especialmente para
pacientes que residem em áreas remotas e/ou carentes de certas especialidades
médicas, os chamados “vazios assistenciais”. A equidade no acesso é uma questão
crítica, uma vez que nem todos têm ao seu alcance dispositivos tecnológicos ou uma
conexão à internet que seja confiável, entre outros problemas de infraestrutura. É um
desafio tanto para os pacientes quanto para os profissionais de saúde, que, em muitos
casos, não contam com estrutura para o trabalho remoto nem com letramento digital
para desenvolver as funções.
OLIVEIRA, D. Disponível em: www.correiobraziliense.com.
