Introdução ao tema
A questão 23 do ENEM 2025 apresenta textos sobre a artista Adriana Varejão, com destaque para suas suturas, fissuras e ruínas. Na obra "Azulejaria em carne viva", a artista pinta azulejos portugueses com cortes que expõem uma carne vermelha, imagem que remete a feridas. A pergunta pede o que esses recursos visuais evocam na história do país.
O tema combina arte, história colonial e análise de imagens. O exame costuma cobrar a leitura de obras que questionam narrativas oficiais, exigindo do candidato a conexão entre a estética e o contexto histórico.
Conceitos fundamentais
Azulejaria e estética colonial
A azulejaria portuguesa foi amplamente usada em igrejas e casarões do Brasil colonial. Ela representa a ornamentação europeia e a presença da metrópole na colônia. Quando a artista corta essa superfície, questiona a aparência harmoniosa dessa herança.
Arte e memória histórica
A arte contemporânea pode revisitar o passado para expor conflitos que ficaram em segundo plano. Nesse sentido, as suturas e as ruínas funcionam como marcas de uma história de violência, e não apenas como efeitos estéticos.
Resolução passo a passo desta questão
- Passo 1: identificar os recursos. Cortes, suturas e ruínas aparecem sobre superfícies ornamentais.
- Passo 2: relacionar à história. A ornamentação colonial é cortada para expor a violência que ela encobre.
- Passo 3: comparar com as alternativas. A alternativa C, que trata das violências do processo colonial brasileiro, corresponde a essa leitura.
O gabarito oficial é a letra C. A alternativa A fala em sobreposição da cultura brasileira à arte portuguesa, o que inverte a crítica da obra. A alternativa B menciona a manutenção da representação realista, mas a obra rompe com o realismo ao expor feridas. A alternativa D sugere desigualdades nos incentivos à arte, tema que não aparece no texto. A alternativa E fala em negligência com o patrimônio arquitetônico, um assunto diferente da leitura crítica da obra.
Erros comuns dos vestibulandos
- Ler os cortes apenas como técnica ou escolha estética, sem a dimensão histórica.
- Escolher a alternativa sobre sobreposição cultural, por causa da palavra azulejaria.
- Confundir a crítica ao colonialismo com a valorização do patrimônio.
Aplicações do conceito
Museus e exposições contemporâneas revisitam a história do Brasil para discutir violência, escravidão e colonização. Essas obras mostram como a arte pode questionar a memória oficial e propor outras leituras do passado.
Dicas estratégicas para o vestibular ENEM
- Em questões sobre arte, procure o contexto histórico que a obra revisita.
- Observe o que o recurso visual oculta ou revela, pois essa é a chave da crítica.
- Desconfie de alternativas que apresentam uma leitura ornamental quando o texto aponta uma crítica.
Perguntas frequentes
Qual é o gabarito da questão 23 do ENEM 2025?
O gabarito oficial é a letra C, que indica as violências do processo colonial brasileiro.
Quem é Adriana Varejão?
É uma artista brasileira que revisita a história visual e a azulejaria portuguesa em suas obras.
O que representam as suturas e os cortes?
Representam feridas e a violência que a estética colonial tentou esconder.
Por que a alternativa A está errada?
Porque a obra questiona a imposição da estética europeia e não sobrepõe a cultura brasileira à portuguesa.
Conclusão
A questão 23 mostra como a arte contemporânea pode revisitar a história colonial e expor suas violências. O gabarito é a letra C, porque os cortes na azulejaria revelam feridas do passado. Ao estudar arte, sempre relacione a obra ao contexto que ela questiona.
