Enunciado
Uma carta para Freud
Caro Freud,
Resolvi lhe escrever uma carta porque o senhor anda muito ocupado e eu demoro
demais para me fazer compreender verbalmente. Aqui, nesta carta, acho que consigo
ser franco e direto.
Hoje resolvi aplicar alguns de seus conselhos. E outros do Facebook. O senhor
mencionou que eu precisava encontrar prazer no meu trabalho. Pois bem, resolvi
espalhar chocolate em todas as mesas, pias, balcões e até no banheiro.
Romanticamente, a história é mais complicada. Sempre que nos encontramos, o
senhor pergunta: “E as namoradas, como vão?”. Realmente, doutor Freud, nunca entendi
o porquê do plural. Mas já que tocamos no assunto, acho que precisarei de um pouco
mais do que chocolate para resolver este problema.
O senhor disse que o segredo do sucesso é fazer as mulheres rirem. Mas rir de mim
também conta?
O senhor também mencionou que eu não poderia deixar as garotas me encararem como
amigo, não foi? “Mulheres nunca se apaixonam por amigos”. Tentei aplicar este conselho.
Ah, meu amigo Sigmund. A vida não é nada fácil. Pela expressão fechada em seu
rosto, o senhor deve me entender. Podíamos sair para tomar uma cerveja. Ver luzes,
ouvir pessoas, essas coisas. Acho que lhe faria bem, também.
