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Questão 14 de vestibular, ENEM 2022

Prova: ENEM 2022 - 1º Dia – Caderno 3 – Branco (Ampliada) – Reaplicação/PPL, 2022

Enunciado

Trechos do discurso de Ulysses Guimarães na

promulgação da Constituição em 1988

Senhoras e senhores constituintes.

Dois de fevereiro de 1987. Ecoam nesta sala as reivindicações das ruas. A Nação quer

mudar. A Nação deve mudar. A Nação vai mudar. São palavras constantes do discurso de

posse como presidente da Assembleia Nacional Constituinte.

Hoje, 5 de outubro de 1988, no que tange à Constituição, a Nação mudou. A Constituição

mudou na sua elaboração, mudou na definição dos Poderes. Mudou restaurando a

federação, mudou quando quer mudar o homem cidadão. E é só cidadão quem ganha justo

e suficiente salário, lê e escreve, mora, tem hospital e remédio, lazer quando descansa.

A Nação nos mandou executar um serviço. Nós o fizemos com amor, aplicação e sem

medo.

A Constituição certamente não é perfeita. Ela própria o confessa ao admitir a reforma.

Quanto a ela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca.

Quando, após tantos anos de lutas e sacrifícios, promulgamos o Estatuto do Homem, da

Liberdade e da Democracia, bradamos por imposição de sua honra.

Nós, os legisladores, ampliamos os nossos deveres. Teremos de honrá-los. A Nação

repudia a preguiça, a negligência e a inépcia.

O povo é o superlegislador habilitado a rejeitar pelo referendo os projetos aprovados pelo

Parlamento.

Não é a Constituição perfeita, mas será útil, pioneira, desbravadora.

Termino com as palavras com que comecei esta fala.

A Nação quer mudar. A Nação deve mudar. A Nação vai mudar. A Constituição pretende

ser a voz, a letra, a vontade política da sociedade rumo à mudança.

Que a promulgação seja o nosso grito.

Mudar para vencer. Muda, Brasil! Disponível em: www.senadofederal.br. Acesso em: 30 out. 2021.

O discurso de Ulysses Guimarães apresenta características de duas funções da

linguagem: ora revela a subjetividade de quem vive um momento histórico, ora busca

informar a população sobre a Carta Magna. Essas duas funções manifestam-se,

respectivamente, nos trechos:

A)
“São palavras constantes do discurso de posse como presidente da Assembleia Nacional Constituinte.” e “A Constituição pretende ser a voz, a letra, a vontade política da sociedade rumo à mudança”.
B)
“Nós o fizemos com amor, aplicação e sem medo.” e “A Constituição mudou na sua elaboração, mudou na definição dos Poderes”.
C)
“Quando, após tantos anos de lutas e sacrifícios, promulgamos o Estatuto do Homem, da Liberdade e da Democracia, bradamos por imposição de sua honra.” e “Nós, os legisladores, ampliamos os nossos deveres. Teremos de honrá-los”.
D)
“O povo é o superlegislador habilitado a rejeitar pelo referendo os projetos aprovados pelo Parlamento.” e “Termino com as palavras com que comecei esta fala”.
E)
“Não é a Constituição perfeita, mas será útil, pioneira, desbravadora.” e “Que a promulgação seja o nosso grito”.
A resposta desta questão ainda não está disponível. Consulte a prova original para conferir o enunciado e o gabarito.

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