Enunciado
O trovador Sentimentos em mim do asperamente dos homens das primeiras eras... As primaveras do sarcasmo intermitentemente no meu coração arlequinal... Intermitentemente... Outras vezes é um doente, um frio na minha alma doente como um longo som redondo... Cantabona! Cantabona! Dlorom... Sou um tupi tangendo um alaúde!

Cara ao Modernismo, a questão da identidade nacional é recorrente na prosa e na poesia de Mário de Andrade. Em O trovador, esse aspecto é
A)
abordado subliminarmente, por meio de expressões
como “coração arlequinal” que, evocando o carnaval,
remete à brasilidade.
B)
verificado já no título, que remete aos repentistas
nordestinos, estudados por Mário de Andrade em
suas viagens e pesquisas folclóricas.
C)
lamentado pelo eu lírico, tanto no uso de expressões
como “Sentimentos em mim do asperamente” (v. 1),
“frio” (v. 6), “alma doente” (v. 7), como pelo som triste
do alaúde “Dlorom” (v. 9).
D)
problematizado na oposição tupi (selvagem) x alaúde
(civilizado), apontando a síntese nacional que seria
proposta no Manifesto Antropófago, de Oswald de Andrade.
E)
exaltado pelo eu lírico, que evoca os “sentimentos dos
homens das primeiras eras” para mostrar o orgulho
brasileiro por suas raízes indígenas.