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Questão 119 de vestibular, ENEM 2009

Prova: ENEM 2009 - 2º Dia - Caderno 6 – Cinza - Ledor, 2009

Enunciado

Texto I

O professor deve ser um guia seguro, muito

senhor de sua língua; se outra for a orientação, vamos cair

na “língua brasileira”, refúgio nefasto e confissão nojenta

de ignorância do idioma pátrio, recurso vergonhoso de

homens de cultura falsa e de falso patriotismo. Como

havemos de querer que respeitem a nossa nacionalidade

se somos os primeiros a descuidar daquilo que exprime e

representa o idioma pátrio?

Texto II

Alguns leitores poderão achar que a linguagem

desta Gramática se afasta do padrão estrito usual neste

tipo de livro. Assim, o autor escreve tenho que reformular,

e não tenho de reformular; pode-se colocar dois

constituintes, e não podem-se colocar dois constituintes; e

assim por diante. Isso foi feito de caso pensado, com a

preocupação de aproximar a linguagem da gramática do

padrão atual brasileiro presente nos textos técnicos e

jornalísticos de nossa época.

Confrontando-se as opiniões defendidas nos dois textos,

conclui-se que

A)
ambos os textos tratam da questão do uso da língua com o objetivo de criticar a linguagem do brasileiro.
B)
os dois textos defendem a ideia de que o estudo da gramática deve ter o objetivo de ensinar as regras prescritivas da língua.
C)
a questão do português falado no Brasil é abordada nos dois textos, que procuram justificar como é correto e aceitável o uso coloquial do idioma.
D)
o primeiro texto enaltece o padrão estrito da língua, ao passo que o segundo defende que a linguagem jornalística deve criar suas próprias regras gramaticais.
E)
o primeiro texto prega a rigidez gramatical no uso da língua, enquanto o segundo defende uma adequação da língua escrita ao padrão atual brasileiro.
A resposta desta questão ainda não está disponível. Consulte a prova original para conferir o enunciado e o gabarito.

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