A busca do ‘nacional’ ganhou um novo sentido a partir da década de 1930 e, mais particularmente, com a implantação da ditadura de Vargas, em 1937 (Estado Novo). Conceituar a ‘cultura brasileira’, de acordo com a perspectiva ditatorial da época, passou a ser uma preocupação nesse período. Nesse momento, tratava-se de efetivar um projeto nacionalista que desse conta de incorporar a classe trabalhadora, sob a tutela do Estado, a uma nova concepção de ‘cultura brasileira’. (...) Uma vez definida uma ‘identidade cultural brasileira’, pelo menos na ótica estadonovista, e fixados os parâmetros da ‘nacionalidade’, durante o período da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) verificou-se, orgulhosamente, uma internacionalização da ‘cultura brasileira’.
(MARQUES, Adhemar; BERUTTI, Flávio; FARIA, Ricardo. Brasil: história em construção. Belo Horizonte: Ed. Lê, 1996. v. 4. p. 93.)
Assinale a alternativa que NÃO apresenta traço(s) da chamada “cultura brasileira” durante os anos da Segunda Guerra Mundial:
- A)
A influência cultural norte-americana aumentou consideravelmente, e o american way of life passou a marcar cada vez mais o cotidiano dos brasileiros.
- B)
A cantora Carmem Miranda, famosa intérprete da música “O que é que a baiana tem?”, foi a grande responsável pela divulgação da imagem estereotipada do Brasil como lugar alegre, exótico e sensual.
- C)
O papagaio Zé Carioca, personagem de desenho que representava um ‘tipo bem brasileiro’, foi criado por Walt Disney nesse contexto, na ótica da política da boa vizinhança.
- D)
O rádio, com seus programas de auditório, musicais e novelas, tornou-se um dos divertimentos preferidos da população brasileira, constituindo-se também em um veículo importante de difusão da MPB.
- E)
O Teatro de Arena, o Cinema Novo e o Centro Popular de Cultura (CPC, vinculado à UNE) surgiram e foram marcados pelo engajamento político e o compromisso com os oprimidos e excluídos.