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Questão 96 de vestibular, ENEM 2016

Prova: ENEM 2016 - 2º Dia - Caderno 13 - Cinza – Reaplicação/PPL, 2016

Enunciado

Naquele tempo eu morava no Calango-Frito e não acreditava em feiticeiros. E o contrassenso mais avultava, porque, já então, ‒ e excluída quanta coisa-e-sousa de nós todos lá, e outras cismas corriqueiras tais: sal derramado; padre viajando com a gente no trem; não falar em raio: quando muito, e se o tempo está bom, “faísca”; nem dizer lepra; só o “mal”; passo de entrada com o pé esquerdo; ave do pescoço pelado; risada renga de suindara; cachorro, bode e galo, pretos; [...] ‒ porque, já então, como ia dizendo, eu poderia confessar, num recenseio aproximado: doze tabus de não uso próprio; oito regrinhas ortodoxas preventivas; vinte péssimos presságios; dezesseis casos de batida obrigatória na madeira; dez outros exigindo a figa digital napolitana, mas da legítima, ocultando bem a cabeça do polegar; e cinco ou seis indicações de ritual mais complicado; total: setenta e dois ‒ noves fora, nada.

Trecho original com figura, tabela ou fórmula da questão 96 do ENEM 2016 - 2º Dia - Caderno 13 - Cinza – Reaplicação/PPL.

João Guimarães Rosa, nesse fragmento de conto, resgata a cultura popular ao registrar

A)
trechos de cantigas.
B)
rituais de mandingas.
C)
citações de preceitos.
D)
cerimônias religiosas.
E)
exemplos de superstições.
A resposta desta questão ainda não está disponível. Consulte a prova original para conferir o enunciado e o gabarito.

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