Enunciado

Uma pessoa vê-se forçada pela necessidade a pedir dinheiro emprestado. Sabe muito bem que não poderá pagar, mas vê também que não lhe emprestarão nada se não prometer firmemente pagar em prazo determinado. Sente a tentação de fazer a promessa; mas tem ainda consciência bastante para perguntar a si mesma: não é proibido e contrário ao dever livrar-se de apuros desta maneira? Admitindo que se decida a fazê-lo, a sua máxima de ação seria: quando julgo estar em apuros de dinheiro, vou pedi-lo emprestado e prometo pagá-lo, embora saiba que tal nunca sucederá. De acordo com a moral kantiana, a “falsa promessa de pagamento” representada no texto
A)
assegura que a ação seja aceita por todos a partir da
livre discussão participativa.
B)
garante que os efeitos das ações não destruam a
possibilidade da vida futura na terra.
C)
opõe-se ao princípio de que toda ação do homem
possa valer como norma universal.
D)
materializa-se no entendimento de que os fins da
ação humana podem justificar os meios.
E)
permite que a ação individual produza a mais ampla
felicidade para as pessoas envolvidas.