Enunciado
Na construção da ferrovia Madeira-Mamoré, o que dizer dos doentes, eternos moribundos a vagar entre delírios febris, doses de quinino e corredores da morte? O Hospital da Candelária era santuário e túmulo, monumento ao progresso científico e preâmbulo da escuridão. Foi ali, com suas instalações moderníssimas, que médicos e sanitaristas dirigiram seu combate aos males tropicais. As maiores vítimas, contudo, permaneceriam na sombra à margem do palco, cobaias sem consolo, credores sem nome de uma sociedade que não lhes concedera tempo algum para ser decifrada. No texto, há uma crítica ao modo de ocupação do espaço amazônico pautada na
A)
discrepância entre engenharia ambiental e equilíbrio
da fauna.
B)
incoerência entre maquinaria estrangeira e controle
da floresta.
C)
incompatibilidade entre investimento estatal e
proteção aos nativos.
D)
competição entre farmacologia internacional e
produtos da fitoterapia.
E)
contradição entre desenvolvimento nacional e
respeito aos trabalhadores.