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Questão 81 de vestibular, ENEM 2024

Prova: ENEM 2024 - 1º Dia – Caderno 4 – Verde (Ampliada) – Reaplicação/PPL, 2024

Enunciado

TEXTO I

No final da década de 1960, o criativo engenheiro Giorgio Rosa decide construir uma

plataforma marítima, fincá-la a míseros metros além do limite do mar territorial italiano

(portanto, já em “águas internacionais”, que, em tese, não pertencem a país algum),

e proclamá-la uma nação independente, livre de regras e burocracias.

Logo, a exótica “ilha”, feita de tijolos e concreto sobre pilares de aço, que, na sua

essência, traduzia o mais fiel significado da expressão de liberdade, virou uma espécie

de Meca para os jovens daqueles acalorados anos de rebeldia social, e passou a ter

cada vez mais movimento (além de pedidos de “cidadania”), o que incomodou demais

o governo italiano, que decidiu agir com inesperado rigor.

Apesar dos seus ideais de “completa independência e liberdade”, Rosa nunca negou

que sua ilha desempenharia, também, papel comercial e turístico, gerando dinheiro para os

envolvidos — razão pela qual se resumia a um bar, um pequeno restaurante e uma lojinha

de souvenires — que, por estarem fora da jurisdição da Itália, tampouco pagavam impostos.

Ilha das Rosas não foi destruída numa só investida da Marinha italiana. Ao contrário,

foi preciso duas sequências de explosivos, ao longo de dois dias.

Trecho original com figura, tabela ou fórmula da questão 81 do ENEM 2024 - 1º Dia – Caderno 4 – Verde (Ampliada) – Reaplicação/PPL.

Em 2 de setembro de 1967, Bates “tomou posse” de uma espécie de plataforma em

pleno Mar do Norte, a cerca de sete milhas da costa inglesa e sem nenhum grão de

terra firme, e declarou criado o Principado de Sealand. Em seguida, criou um hino, uma

bandeira e passou a vender títulos de nobreza para quem quisesse virar cidadão da sua

micronação, como forma de ganhar algum dinheiro.

Para Bates, o fato de a pequena fortaleza de Roughs Tower ficar sobre águas

internacionais e ter sido abandonada pela Inglaterra a tornava sem dono e, portanto, passível

de ser pleiteada por qualquer pessoa, dentro dos princípios jurídicos de terra nullius.

Obviamente, o governo inglês tentou reagir contra aquele absurdo. Mas a localização

da plataforma, que havia sido construída de forma ilegal em águas internacionais,

impedia uma ação mais efetiva. Mesmo assim, manobras militares inglesas nas

proximidades tentaram intimidar os Bates. Mas eles não moveram os pés do “seu país”

nem quando dois outros “invasores” tentaram conquistá-la à força.

SOUZA, J. A plataforma marítima que virou país. Disponível em:https://historiasdomar.com.

Acesso em: 5 nov. 2021 (adaptado).

Nas histórias apresentadas, o exercício pleno da soberania nacional das plataformas

mencionadas foi limitado pela ausência do seguinte fator:

A)
Moeda própria.
B)
População nativa.
C)
Legislação inclusiva.
D)
Mercado consumidor.
E)
Alternativa E da questão 81 do ENEM 2024 - 1º Dia – Caderno 4 – Verde (Ampliada) – Reaplicação/PPL.
Ver resposta correta e explicação

Alternativa correta: E

Por quê: O reconhecimento externo por parte da comunidade internacional e dos Estados vizinhos (como Itália e Inglaterra) é um elemento essencial para a consolidação e o exercício pleno da soberania de qualquer nação, algo que as micronações descritas não conseguiram obter, sofrendo forte oposição militar e jurídica. As tentativas unilaterais de independência em águas internacionais esbarraram na falta de legitimidade diplomática perante os demais países.

Explicação sugerida por IA; confira o gabarito oficial da prova.

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