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Questão 73 de vestibular, ENEM 2024

Prova: ENEM 2024 - 1º Dia – Caderno 4 – Verde – Aplicação Regular - (Superampliada), 2024

Enunciado

Enunciado original completo da questão 73 do ENEM 2024 - 1º Dia – Caderno 4 – Verde – Aplicação Regular - (Superampliada), página 81.

TEXTO I O empirismo moderno foi, em grande parte, condicionado por dois dogmas. Um deles é a crença em certa divisão fundamental entre verdades analíticas, ou fundadas em significados independentemente de questões de fato, e verdades sintéticas, ou fundadas em fatos. O outro dogma é o reducionismo: a crença de que todo enunciado significativo é equivalente a algum construto lógico sobre termos que se referem à experiência imediata. QUINE, W. V. O. Dois dogmas do empirismo. In: RYLE, G. et al. Ensaios. São Paulo: Abril Cultural, 1975. TEXTO II Teses: 1. Somente os enunciados que possuem conteúdo factual são teoricamente significativos; enunciados que não podem, em princípio, estar fundamentados pela experiência são carentes de significado. 2. As ciências empíricas usam somente o conteúdo empírico da realidade. 3. A filosofia usa um conceito não empírico da realidade. CARNAP, R. Pseudoproblemas na filosofia. In: SCHLICK, M.; CARNAP, R.; POPPER, K. Coletânea de textos. São Paulo: Abril Cultural, 1975. Ao comparar os textos, conclui-se que eles apresentam posicionamentos filosóficos divergentes com relação ao

A)
estatuto epistemológico da linguagem.
B)
alicerce estruturante da moralidade.
C)
conteúdo essencial da metafísica.
D)
princípio constitutivo da ontologia.
E)
domínio reflexivo da estética.
Ver resposta correta e explicação

Alternativa correta: A

estatuto epistemológico da linguagem.

Por quê: Enquanto o Texto II (de Rudolf Carnap, positivista lógico) defende que o significado dos enunciados depende estritamente da verificação empírica e da experiência, o Texto I (de W. V. O. Quine) critica justamente esse dogma reducionista e a separação rígida entre analítico e sintético, questionando os critérios de significação e o papel da linguagem na ciência. Essa discussão centraliza-se na filosofia da linguagem e na epistemologia, abordando como os enunciados adquirem sentido. Portanto, a divergência refere-se diretamente ao estatuto epistemológico da linguagem.

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