Enunciado
O filósofo reconhece-se pela posse inseparável do gosto da evidência e do sentido da ambiguidade. Quando se limita a suportar a ambiguidade, esta se chama equívoco. Sempre aconteceu que, mesmo aqueles que pretenderam construir uma filosofia absolutamente positiva, só conseguiram ser filósofos na medida em que, simultaneamente, se recusaram o direito de se instalar no saber absoluto. O que caracteriza o filósofo é o movimento que leva incessantemente do saber à ignorância, da ignorância ao saber, e um certo repouso neste movimento.

O texto apresenta um entendimento acerca dos elementos constitutivos da atividade do filósofo, que se caracteriza por
A)
reunir os antagonismos das opiniões ao método
dialético.
B)
ajustar a clareza do conhecimento ao inatismo das
ideias.
C)
associar a certeza do intelecto à imutabilidade da
verdade.
D)
conciliar o rigor da investigação à inquietude do
questionamento.
E)
compatibilizar as estruturas do pensamento aos
princípios fundamentais.