Enunciado
TEXTO I
O bufarinheiro, conhecido nas cidades por teque-teque, chama-se, nos recônditos
da Amazônia, “regatão”. Em lugar de transportar nas costas o mundo de miudezas,
transporta-o no bojo de uma gaiola que desloca duas, três, quatro toneladas, divididas
em seções de secos e molhados e é movido por remo de faia. Cortando comunidades
e matas da Amazônia por rios, dentro dessas gaiolas, riscadas de prateleiras,
encontram-se os artigos mais díspares, que vão da agulha à espingarda, do lenço
ao cobertor, da chita à escova de dentes.
MORAES, R. Na Planície Amazônica. São Paulo: Editora Nacional, 1936 (adaptado).
TEXTO II
No século XIX, o comércio dos regatões era feito, então, com base em relações
tecidas com quilombolas, pequenos produtores, comerciantes locais e indígenas,
constituindo relação comercial alternativa ao abastecimento da população.
