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Questão 50 de vestibular, ENEM 2025

Prova: ENEM 2025 - 1º Dia – Caderno 3 – Branco – Aplicação Regular - Belém, Ananindeua e Marituba, 2025

Enunciado

Eu me lembro de ser mandada para o canto da sala de aula por “responder” à professora quando tudo o que eu estava tentando fazer era mostrar a ela como pronunciar meu nome. Assim, se você quer mesmo me ferir, fale mal da minha língua. A identidade étnica e a identidade linguística são unha e carne — eu sou minha língua. Eu não posso ter orgulho de mim mesma até que possa ter orgulho da minha língua. Até que eu possa aceitar como legítimos o espanhol chicano texano, o Tex-Mex, e todas as outras línguas que falo, eu não posso aceitar a minha própria legitimidade. ANZALDÚA, G. Como domar uma língua selvagem. Cadernos de Letras da uFF, n. 39, 2009 (adaptado). O argumento da intelectual mexicana ressalta as dificuldades impostas pela

A)
construção súbita de barreiras físicas.
B)
precarização estrutural do ensino de idiomas.
C)
dissolução governamental da segurança jurídica.
D)
configuração política da experiência comunicativa.
E)
relativização pós-moderna da estratificação social.
Ver resposta correta e explicação

Alternativa correta: D

configuração política da experiência comunicativa.

Por quê: O texto destaca como a imposição de uma norma linguística dominante atua como forma de controle e marginalização de identidades minoritárias, refletindo relações de poder associadas à língua. A experiência de ser punida por pronunciar o próprio nome e a defesa da legitimidade do espanhol chicano evidenciam que o uso da linguagem está profundamente atrelado a disputas políticas. Portanto, a autora ressalta a configuração política da experiência comunicativa, onde falar determinada língua é um ato de afirmação identitária.

Explicação sugerida por IA; confira o gabarito oficial da prova.

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