Enunciado
A realização de inúmeras tarefas por máquinas é apresentada como garantia
de um futuro no qual ninguém mais precisaria trabalhar (transformar a natureza),
pois tudo seria produzido por tecnologias (muito ou pouco “inteligentes”), liberando os
seres sociais do trabalho, a começar pelas tarefas rudes ou repetitivas. A perda de trabalho
que a introdução capitalista de máquinas promove para intensificar a extração de valor
é metamorfoseada em liberação do trabalho. A necessidade de trabalhar, porém,
subsiste entre os seres sociais da sociedade capitalista, pois, sem vender força de
trabalho, tais expropriados não subsistem no mercado. Entre ameaça e promessa,
desaparecem as possibilidades concretas trazidas por processos de trabalho cada dia mais
socializados, como redução das jornadas sem redução da remuneração, por exemplo.
