Enunciado
Da calma e do silêncio
Quando eu morder a palavra, por favor, não me apressem, quero mascar, rasgar entre os dentes, a pele, os ossos, o tutano do verbo, para assim versejar o âmago das coisas...

Quando meus pés abrandarem na marcha, por favor, não me forcem.
Caminhar para quê?
Deixem-me quedar, deixem-me quieta, na aparente inércia.
Nem todo viandante anda estradas, há mundos submersos, que só o silêncio da poesia penetra.

Na reflexão sobre motivos e soluções do trabalho com a palavra, o eu lírico defende que a poesia
