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Questão 38 de vestibular, ENEM 2018

Prova: ENEM 2018 - 1º Dia - Caderno 4 - Rosa – Aplicação regular, 2018

Enunciado

Encontrando base em argumentos supostamente científicos, o mito do sexo frágil contribuiu historicamente para controlar as práticas corporais desempenhadas pelas mulheres. Na história do Brasil, exatamente na transição entre os séculos XIX e XX, destacam-se os esforços para impedir a participação da mulher no campo das práticas esportivas. As desconfianças em relação à presença da mulher no esporte estiveram culturalmente associadas ao medo de masculinizar o corpo feminino pelo esforço físico intenso. Em relação ao futebol feminino, o mito do sexo frágil atuou como obstáculo ao consolidar a crença de que o esforço físico seria inapropriado para proteger a feminilidade da mulher “normal”. Tal mito sustentou um forte movimento contrário à aceitação do futebol como prática esportiva feminina. Leis e propagandas buscaram desacreditar o futebol, considerando-o inadequado à delicadeza. Na verdade, as mulheres eram consideradas incapazes de se adequar às múltiplas dificuldades do “esporte-rei”.

Trecho original com figura, tabela ou fórmula da questão 38 do ENEM 2018 - 1º Dia - Caderno 4 - Rosa – Aplicação regular.

No contexto apresentado, a relação entre a prática do futebol e as mulheres é caracterizada por um

A)
argumento biológico para justificar desigualdades históricas e sociais.
B)
discurso midiático que atua historicamente na desconstrução do mito do sexo frágil.
C)
apelo para a preservação do futebol como uma modalidade praticada apenas pelos homens.
D)
olhar feminista que qualifica o futebol como uma atividade masculinizante para as mulheres.
E)
receio de que sua inserção subverta o “esporte-rei” ao demonstrarem suas capacidades de jogo.
A resposta desta questão ainda não está disponível. Consulte a prova original para conferir o enunciado e o gabarito.

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