Enunciado


A paisagem estrita ao apuro do muro feito vértebra a vértebra e escuro.
A geração dos pelos sobre a casca e os rostos em seus diques de sombra repostos.
Os poços com seu lodo de ira e de tensão: entre cimento e fronte — um vão.
As setas se atiram às margens de ninguém, ilesas a si mesmas retêm.
Compassos de evasão entre falange e rua sondando a solitude nua. E na armadura de coisa salobra, um só segredo: a polpa toda é fruição de medo.
No poema, a descrição lírica do objeto representado é orientada por um olhar que
A)
desvela sentimentos de vazio e angústia sob a
aparente austeridade.
B)
expressa desilusão ante a possibilidade de superação
do sofrimento.
C)
contrapõe a fragilidade emocional ao uso desmedido
da força física.
D)
associa a incomunicabilidade emocional às
determinações culturais.
E)
privilegia imagens relacionadas à exposição do
dinamismo urbano.