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Questão 33 de vestibular, ENEM 2023

Prova: ENEM 2023 - 1º Dia – Caderno 4 – Rosa – Aplicação Regular - (Ampliada), 2023

Enunciado

Mandioca, macaxeira, aipim e castelinha são nomes diferentes da mesma planta. Semáforo,

sinaleiro e farol também significam a mesma coisa. O que muda é só o hábito cultural de cada

região. A mesma coisa acontece com a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Embora ela seja

a comunicação oficial da comunidade surda no Brasil, existem sinais que variam em relação à

região, à idade e até ao gênero de quem se comunica. A cor verde, por exemplo, possui sinais

diferentes no Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo. São os regionalismos na língua de sinais.

Essas variações são um dos temas da disciplina Linguística na língua de sinais, oferecida

pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) ao longo do segundo semestre. “Muitas pessoas

pensam que a língua de sinais é universal, o que não é verdade”, explica a professora e chefe

do Departamento de Linguística, Literatura e Letras Clássicas da Unesp. “Mesmo dentro de

um mesmo país, ela sofre variação em relação à localização geográfica, à faixa etária e até

ao gênero dos usuários”, completa a especialista.

Trecho original com figura, tabela ou fórmula da questão 33 do ENEM 2023 - 1º Dia – Caderno 4 – Rosa – Aplicação Regular - (Ampliada).

Disponível em: www.educacao.sp.gov.br. Acesso em: 1 nov. 2021 (adaptado).

Nesse texto, a Língua Brasileira de Sinais (Libras)

A)
passa por fenômenos de variação linguística como qualquer outra língua.
B)
apresenta variações regionais, assumindo novo sentido para algumas palavras.
C)
sofre mudança estrutural motivada pelo uso de sinais diferentes para algumas palavras.
D)
diferencia-se em todo o Brasil, desenvolvendo cada região a sua própria língua de sinais.
E)
é ininteligível para parte dos usuários em razão das mudanças de sinais motivadas geograficamente.
Ver resposta correta e explicação

Alternativa correta: A

passa por fenômenos de variação linguística como qualquer outra língua.

Por quê: O texto compara os regionalismos da língua portuguesa (como mandioca e aipim) com os regionalismos da Libras, demonstrando que ela está sujeita a variações geográficas, etárias e de gênero, assim como qualquer outra língua natural. As demais alternativas extrapolam ao afirmar que há mudança de sentido, perda de inteligibilidade ou criação de línguas totalmente separadas em cada região.

Explicação sugerida por IA; confira o gabarito oficial da prova.

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