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Questão 33 de vestibular, ENEM 2022

Prova: ENEM 2022 - 1º Dia – Caderno 3 – Branco (Ampliada) – Aplicação Regular, 2022

Enunciado

TEXTO I

Projeto Mural Eletrônico desenvolvido no INT, semelhante a um totem,

promete tornar o acesso à informação disponível para todos

A inclusão de pessoas com deficiência se constituiu um dos principais desafios e

preocupações para a sociedade ao longo das últimas décadas. E o uso da tecnologia tem

se revelado um aliado fundamental em muitas iniciativas voltadas para essa área. Exemplo

disso é uma das recentes criações do Instituto Nacional de Tecnologia (INT) — unidade

de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Ali, com o objetivo de que as diferenças entre pessoas não sejam sinônimo de obstáculos

no acesso à informação ou na comunicação, engenheiros e tecnólogos vêm trabalhando no

desenvolvimento do projeto Mural Eletrônico.

O Mural Eletrônico nasceu da necessidade de promover a inclusão nas escolas. Com

interface multimídia e interativa, todos têm a possibilidade de acessar o Mural Eletrônico.

Por meio do equipamento, podem ser disponibilizados vídeos com Libras, leitura sonora

de textos, que também estarão acessíveis em uma plataforma de braille dinâmico, ao lado

do teclado. KIFFER, D. Inclusão ampla e irrestrita. Rio Pesquisa, n. 36, set. 2016 (adaptado).

TEXTO II

Projeto Surdonews, desenvolvido na UFRJ, garante acesso de surdos à

informação e contribui para sua “inclusão científica”

Para não permitir que a falta de informação seja um fator para o isolamento e a

inacessibilidade da comunidade surda, a jornalista e pesquisadora Roberta Savedra

Schiaffino criou o projeto “Surdonews: montando os quebra-cabeças das notícias para o

surdo”. Trata-se de uma página no Facebook, com notícias constantemente atualizadas e

apresentadas por surdos em Libras, e veiculadas por meio de vídeos.

A ideia de criar o projeto surgiu quando Roberta, ela própria surda profunda, ainda

cursava o mestrado. Para isso, ela procurou traçar um diagnóstico do conhecimento

informal entre as pessoas com surdez. Ela entrevistou cinquenta alunos surdos do ensino

fundamental e viu que eles tinham muita dificuldade de ler, além de não captar a notícia

falada. “Isso é muito grave, pois 90% do saber de um indivíduo vem do conhecimento

informal, adquirido em feiras científicas, conversas, cinema, teatro, incluindo a mídia, por

todas as suas possibilidades disseminadoras”, explica a pesquisadora. “Prezamos pelo

conteúdo científico em nossas pautas. Contudo, independentemente disso, nosso principal

trabalho é, além de informar e atualizar, fazer com que os textos não sejam empobrecidos

no processo de ‘tradução’ e, sim, acessíveis”. KIFFER, D. Comunicação sem barreiras. Rio Pesquisa, n. 37, dez. 2016 (adaptado).

Considerando-se o tema tecnologias e acessibilidade, os textos I e II aproximam-se porque

apresentam projetos que

A)
garantem a igualdade entre as pessoas.
B)
foram criados por uma pesquisadora surda.
C)
tiveram origem em um curso de pós-graduação.
D)
estão circunscritos ao espaço institucional da escola.
E)
têm como objetivo a disseminação do conhecimento.
A resposta desta questão ainda não está disponível. Consulte a prova original para conferir o enunciado e o gabarito.

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