Enunciado
A partir de 1980, as academias de ginástica, com as suas diferentes modalidades de
exercícios e a visão da aptidão física, passam a ser amplamente divulgadas no Brasil
como essenciais à saúde, numa perspectiva médica, individual e de consumo, sem se
questionar a relação dominante entre elas. Entretanto, essa análise carece de um olhar
ampliado. O modelo de valorização da atividade física como fator de promoção da saúde
(em sua perspectiva do controle de riscos), provocando o melhor ajuste do ser humano
à sociedade capitalista por meio de uma boa aptidão física, é limitado. As reflexões em
busca das práticas do movimento humano voltadas à saúde, em sentido complexo e
multidimensional, tal como exigem os desafios contemporâneos, precisam considerar
a natureza abrangente de relações entre a educação, o trabalho, o lazer e as práticas
corporais, voltados para a melhoria das condições de vida para a saúde da população
em sua totalidade.

