Enunciado

Para Rodin, um pintor é capaz, em única cena, de nos transmitir a experiência de ver um cavalo de corrida, e isso porque ele representa o animal em um movimento ambíguo, em que os membros traseiros e dianteiros parecem estar em instantes diferentes. Rodin diz que essa exposição talvez seja logicamente inconcebível, mas é paradoxalmente muito mais adequada à maneira como o movimento se dá: “o artista é verdadeiro e a fotografia mentirosa, pois na realidade o tempo não para”.

Observando-se as imagens (Textos I e II), o paradoxo apontado por Rodin (Texto III) procede e cria uma maneira original de perceber a relação entre a arte e a técnica, porque o(a)
A)
fotografia é realista na captação da sensação do
movimento.
B)
pintura explora os sentimentos do artista e não tem
um caráter científico.
C)
fotógrafo faz um estudo sobre os movimentos e
consegue captar a essência da sua representação.
D)
pintor representa de forma equivocada as patas dos
cavalos, confundindo nossa noção de realidade.
E)
pintura inverte a lógica comumente aceita de que
a fotografia faz um registro objetivo e fidedigno da
realidade.