Enunciado
N o Brasil q ue nã o respira “ é tudo pra ontem” P ande mi a de f umaç a, s e c a e c al o r t r az de v o l t a o s v e r s o s de E mi c i da q ue no s ac o l h e r am no s ano s da c o v i d O desânimo que toma conta de mim está espelhado nos olhos de quem encontro nestes dias de fumaça e fogo. Escrevo do centro de São Paulo, quando a temperatura atinge

“Já houve dias piores”, me lembra o vizinho, “esse agora é o novo normal”. Agora a gente entra e sai, mas sem respirar, morrendo a cada dia um pouquinho no fogo que queima de norte a sul, de leste a oeste, destruindo nossas riquezas compartilhadas. “Viver é partir, voltar e repartir, morte é quando a tragédia vira um costume”, canta Emicida em É t udo p r a o nt e m. É uma tragédia sem fronteiras, como a covid, e dessa vez não podemos apontar para um vírus nem apelar para as vacinas. Os culpados somos nós. Mesmo que sejam “os outros” a botar o fogo, há quanto tempo consentimos? Nesse texto, há uma estratégia argumentativa de comparação utilizada para alertar sobre a gravidade do problema abordado. Essa estratégia revela-se no trecho: