Enunciado

Não lhe faltavam pares, nem conversação, nem alegria alheia e própria. Toda ela
compartia da felicidade dos outros. Via, ouvia, sorria, esquecia-se do resto para se meter
consigo. Também invejava a princesa imperial, que viria a ser imperatriz um dia, com o
absoluto poder de despedir ministros e damas, visitas e requerentes, e ficar só, no mais
recôndito do paço, fartando-se de contemplação ou de música. Era assim que Flora
definia o ofício de governar. Tais ideias passavam e tornavam. De uma vez alguém lhe
disse, como para lhe dar força: “Toda alma livre é imperatriz!”.
