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Questão 28 de vestibular, ENEM 2020

Prova: ENEM 2020 - 1º Dia - Caderno 1 – Azul – Espanhol – Aplicação digital, 2020

Enunciado

O gramático tem uma percepção muito estrita da língua. Ele se vê como alguém que tem de defender a língua da mudança. O problema é que eles, ao se esforçarem para que as pessoas obedeçam às normas da língua, não viram que estavam dando um cala-boca no cidadão brasileiro. Como se dissessem: “Tem de falar e escrever de acordo com as regras. Não fale errado!”. E as pessoas, com medo de não conseguir, falam e escrevem pouco. O dono da língua é o falante, não o gramático. Aprendemos com o falante a língua como ele fala e procuramos saber por que está falando de um jeito ou de outro. Dizer que está falando errado não é uma atitude científica, de descoberta. A linguística substituiu o cala-boca ao prazer da descoberta científica. Foi só com a linguística que se ampliou o olhar e se passou a considerar que qualquer assunto é digno de estudo. Entrevista de Ataliba de Castilho. Pesquisa Fapesp, n. 259, set. 2017 (adaptado).

Com base na tese defendida na conclusão do texto, infere-se a intenção do autor de

A)
atribuir à gramática os desvios do português brasileiro.
B)
defender uma atitude política diante das regras da língua.
C)
contrapor o trabalho do linguista às prescrições gramaticais.
D)
contribuir para reverter a escassez de produções textuais no país.
E)
isentar o falante da responsabilidade de seguir as normas linguísticas.
A resposta desta questão ainda não está disponível. Consulte a prova original para conferir o enunciado e o gabarito.

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