Enunciado
Da calma e do silêncio
Quando eu morder
a palavra,
por favor,
não me apressem,
quero mascar,
rasgar entre os dentes,
a pele, os ossos, o tutano
do verbo,
para assim versejar

abrandarem na marcha,
por favor,

deixem-me quieta,

anda estradas,
há mundos submersos,
que só o silêncio
da poesia penetra. EVARISTO, C. Poemas de recordação e outros movimentos. Rio de Janeiro: Malê, 2021 (fragmento).
Na reflexão sobre motivos e soluções do trabalho com a palavra, o eu lírico defende que a
poesia