Enunciado
Nossa cultura lipofóbica muito contribui para a distorção da imagem corporal, gerando gordos que se veem magros e magros que se veem gordos, numa quase unanimidade de que todos se sentem ou se veem “distorcidos”.
Engordamos quando somos gulosos. É pecado da gula que controla a relação do homem com a balança. Todo obeso declarou, um dia, guerra à balança. Para emagrecer é preciso fazer as pazes com a dita cuja, visando adequar-se às necessidades para as quais ela aponta.

O texto apresenta um discurso de disciplinarização dos corpos, que tem como consequência
A)
a ampliação dos tratamentos médicos alternativos,
reduzindo os gastos com remédios.
B)
a democratização do padrão de beleza, tornando-o
acessível pelo esforço individual.
C)
o controle do consumo, impulsionando uma crise
econômica na indústria de alimentos.
D)
a culpabilização individual, associando obesidade à
fraqueza de caráter.
E)
o aumento da longevidade, resultando no crescimento
populacional.