Enunciado
Intenso e original, Son of Saul retrata horror do holocausto

enterro digno e não seja simplesmente incinerado. O acompanhamento da jornada desse prisioneiro é no sentido mais literal que o cinema pode proporcionar: a câmera está o tempo todo com o personagem, seja por sobre seus ombros, seja com um close em primeiro plano ou em sua visão subjetiva. O que se passa ao seu redor é secundário, muitas vezes desfocado. Saul percorre diferentes divisões de Auschwitz à procura de um rabino que possa conduzir o enterro da criança, e por isso pouco se envolve nos planos de fuga que os companheiros tramam e, quando o faz, geralmente atrapalha. “Você abandonou os vivos para cuidar de um morto”, acusa um deles. Ver toda essa via crucis é por vezes duro e exige certa entrega do espectador, mas certamente é daquelas
cabeça por muito tempo. O longa já está sendo apontado como o grande

uma abordagem tão ousada e radical como Son of Saul não deixaria de ser um passo à frente dos votantes.

