Enunciado

A verdade é que nenhum telefone celular me suporta. Já tentei de todas as marcas e
operadoras, apenas para descobrir que eles são todos iguais: na primeira oportunidade,
dão no pé. Esse último aproveitou que eu estava distraído e não desceu do táxi
junto comigo. Ou será que ele já tinha pulado do meu bolso no momento em que eu
embarcava no táxi? Tomara que sim. Depois de fazer o que me fez, quero mais é que
ele tenha ido parar na sarjeta. [...] Se ainda fossem embora do jeito que chegaram,
tudo bem. [...] Mas já sei o que vou fazer. No caminho da loja de celulares, vou passar
numa papelaria. Pensando bem, nenhuma das minhas agendinhas de papel jamais me
abandonou. FREIRE, R. Começar de novo. O Estado de S. Paulo, 24 nov. 2006.
