Enunciado
cântico VI Tu tens um medo de Acabar. Não vês que acabas todo o dia. Que morres no amor. Na tristeza. Na dúvida. No desejo. Que te renovas todo dia. No amor. Na tristeza. Na dúvida. No desejo. Que és sempre outro. Que és sempre o mesmo. Que morrerás por idades imensas. Até não teres medo de morrer. E então serás eterno.

A poesia de Cecília Meireles revela concepções sobre o homem em seu aspecto existencial. Em Cântico VI, o eu lírico exorta seu interlocutor a perceber, como inerente à condição humana,
A)
a sublimação espiritual graças ao poder de se
emocionar.
B)
o desalento irremediável em face do cotidiano
repetitivo.
C)
o questionamento cético sobre o rumo das atitudes
humanas.
D)
a vontade inconsciente de perpetuar-se em estado
adolescente.
E)
um receio ancestral de confrontar a imprevisibilidade
das coisas.