Enunciado

TEXTO II Tenho um rosto lacerado por rugas secas e profundas, sulcos na pele. Não é um rosto desfeito, como acontece com pessoas de traços delicados, o contorno é o mesmo mas a matéria foi destruída. Tenho um rosto destruído.

Na imagem e no texto do romance de Marguerite Duras, os dois autorretratos apontam para o modo de representação da subjetividade moderna. Na pintura e na literatura modernas, o rosto humano deforma-se, destrói-se ou fragmenta-se em razão
A)
da adesão à estética do grotesco, herdada do
romantismo europeu, que trouxe novas possibilidades
de representação.
B)
das catástrofes que assolaram o século XX e da
descoberta de uma realidade psíquica pela psicanálise.
C)
da opção em demonstrarem oposição aos limites
estéticos da revolução permanente trazida pela
arte moderna.
D)
do posicionamento do artista do século XX contra a
negação do passado, que se torna prática dominante
na sociedade burguesa.
E)
da intenção de garantir uma forma de criar obras
de arte independentes da matéria presente em sua
história pessoal.