Enunciado
O “politicamente correto” tem seus exageros, como chamar baixinho de “verticalmente prejudicado”, mas, no fundo, vem de uma louvável preocupação em não ofender os diferentes. É muito mais gentil chamar estrabismo de “idiossincrasia ótica” do que de vesguice. O linguajar brasileiro está cheio de expressões racistas e preconceituosas que precisam de uma correção, e até as várias denominações para bêbado (pinguço, bebo, pé-de-cana) poderiam ser substituídas por algo como “contumaz etílico”, para lhe poupar os sentimentos.


Ao comparar a linguagem cotidiana utilizada no Brasil e as exigências do comportamento “politicamente correto”, o autor tem a intenção de
A)

B)
defender o uso de termos que revelam a
despreocupação do brasileiro quanto ao preconceito
racial, que inexiste no Brasil.
C)
mostrar que os problemas de intolerância racial, no
Brasil, já estão superados, o que se evidencia na
linguagem cotidiana.
D)
questionar a condenação de certas expressões
consideradas “politicamente incorretas”, o que
impede os falantes de usarem a linguagem
espontaneamente.
E)
sugerir que o país adote, além de uma postura
linguística “politicamente correta”, uma política de
convivência sem preconceito racial.