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Questão 123 de vestibular, ENEM 2013

Prova: ENEM 2013 - 2º Dia - Caderno 8 - Rosa – Aplicação regular, 2013

Enunciado

Mal secreto Se a cólera que espuma, a dor que mora N’alma, e destrói cada ilusão que nasce, Tudo o que punge, tudo o que devora O coração, no rosto se estampasse; Se se pudesse, o espírito que chora, Ver através da máscara da face, Quanta gente, talvez, que inveja agora Nos causa, então piedade nos causasse! Quanta gente que ri, talvez, consigo Guarda um atroz, recôndito inimigo, Como invisível chaga cancerosa! Quanta gente que ri, talvez existe, Cuja ventura única consiste Em parecer aos outros venturosa!

Trecho original com figura, tabela ou fórmula da questão 123 do ENEM 2013 - 2º Dia - Caderno 8 - Rosa – Aplicação regular.

Coerente com a proposta parnasiana de cuidado formal e racionalidade na condução temática, o soneto de Raimundo Correia reflete sobre a forma como as emoções do indivíduo são julgadas em sociedade. Na concepção do eu lírico, esse julgamento revela que

A)
a necessidade de ser socialmente aceito leva o indivíduo a agir de forma dissimulada.
B)
o sofrimento íntimo torna-se mais ameno quando compartilhado por um grupo social.
C)
a capacidade de perdoar e aceitar as diferenças neutraliza o sentimento de inveja.
D)
o instinto de solidariedade conduz o indivíduo a apiedar-se do próximo.
E)
a transfiguração da angústia em alegria é um artifício nocivo ao convívio social.
A resposta desta questão ainda não está disponível. Consulte a prova original para conferir o enunciado e o gabarito.

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