Enunciado
Em suas produções, nem o olho nem o ouvido são capazes de encontrar um ponto
fixo no qual se concentrarem. O espectador das peças de Foreman é bombardeado
por uma multiplicidade de eventos visuais e auditivos. No nível visual, há contínuas
mudanças da forma geométrica do palco, mesmo dentro de um ato. A iluminação
também muda continuamente; suas transformações podem ocorrer com lentidão ou
rapidez e podem afetar o palco e a plateia: os espectadores podem de súbito se ver
banhados de luz quando os canhões são voltados para eles sem aviso. Quanto ao som,
tudo é gravado: buzinas de carros, sirenes, apitos, trechos de jazz, bem como o próprio
diálogo. O roteiro é fragmentado, composto de frases curtas, aforísticas, desconectadas.
DURAND, R. In: CONNOR, S. Cultura pós-moderna: introdução às teorias do contemporâneo. São Paulo: Loyola, 1992 (adaptado).
