Enunciado
Texto I
XLI
Ouvia: Que não podia odiar E nem temer Porque tu eras eu. E como seria Odiar a mim mesma
E a mim mesma temer.

Texto II
Transforma-se o amador na cousa amada
Transforma-se o amador na cousa amada, por virtude do muito imaginar; não tenho, logo, mais que desejar, pois em mim tenho a parte desejada.

Nesses fragmentos de poemas de Hilda Hilst e de Camões, a temática comum é
A)
o “outro” transformado no próprio eu lírico, o que se
realiza por meio de uma espécie de fusão de dois
seres em um só.
B)
a fusão do “outro” com o eu lírico, havendo, nos versos de Hilda Hilst, a afirmação do eu lírico de que odeia a si mesmo.
C)
o “outro” que se confunde com o eu lírico, verificando- se, porém, nos versos de Camões, certa resistência do ser amado.
D)
a dissociação entre o “outro” e o eu lírico, porque o
ódio ou o amor se produzem no imaginário, sem a
realização concreta.
E)
o “outro” que se associa ao eu lírico, sendo tratados,
nos Textos I e II, respectivamente, o ódio e o amor.