Enunciado
Maria Diamba Para não apanhar mais falou que sabia fazer bolos: virou cozinha. Foi outras coisas para que tinha jeito. Não falou mais: Viram que sabia fazer tudo, até molecas para a Casa-Grande. Depois falou só, só diante da ventania que ainda vem do Sudão; falou que queria fugir dos senhores e das judiarias deste mundo para o sumidouro.

O poema de Jorge de Lima sintetiza o percurso de vida de Maria Diamba e sua reação ao sistema opressivo da escravidão. A resistência dessa figura feminina é assinalada no texto pela relação que se faz entre
A)
o uso da fala e o desejo de decidir o próprio destino.
B)
a exploração sexual e a geração de novas escravas.
C)
a prática na cozinha e a intenção de ascender
socialmente.
D)
o prazer de sentir os ventos e a esperança de voltar
à África.
E)
o medo da morte e a vontade de fugir da violência
dos brancos.