TEXTO I
É difícil não nos confrontarmos com as novas formas que a sociedade utiliza para se
inteirar, integrar-se, persuadir, manipular, controlar, aprender, fazer-se ver e ser vista, conversar
e fofocar. Isso porque, o tempo todo, as multidões estão opinando, capturando imagens em
quantidade descomunal e disponibilizando-as facilmente para audiências abrangentes.
Essa produção midiática da multidão, muitas vezes formatada sem preocupações técnicas,
éticas e estéticas, com certeza não contribui para a consolidação de uma conversação
democrática, que respeite a alteridade, dê tempo ao contraditório e à comunicação. Essa
nova opinião pública é rápida em linchamentos simbólicos e em expressar preconceitos em
mensagens rapidinhas, de 140 caracteres.
AMADEU, S. Disponível em: www.sescsp.org.br. Acesso em: 26 nov. 2021 (adaptado).
TEXTO II
Uma nova opinião pública. Será?
A internet inverteu o ecossistema comunicacional. O difícil não é falar. Agora, o grande
problema é ser ouvido. Todavia, quando alguém fala algo que todos queriam ouvir, uma onda
imediatamente se forma no oceano informacional e pode gerar ações concretas nas ruas,
nos mercados, nas bolsas de valores.
A rede é um articulador coletivo de diversas causas. Não podemos ter a ilusão de que
somente ideias democratizantes e ligadas à nobre causa da defesa ambiental é que geram
adeptos. Uma análise mais aprofundada das ações e do ativismo em rede permite observar
que cada vez mais se formam redes de opinião distintas e muitas vezes opostas.
Por fim, também é preciso notar que a internet é uma rede de arquitetura distribuída.
Por isso, sua natureza é mais propícia às ações democratizadoras, livres e favoráveis ao
compartilhamento do que às posturas que visam simplesmente à dominação, ao controle
autoritário e ao impedimento da troca de arquivos digitais.
NASSAR, P. Disponível em: www.sescsp.org.br. Acesso em: 26 nov. 2021 (adaptado).
Com relação à produção da opinião pública na contemporanei dade, os textos I e II divergem
sobre o(a)